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id da página: 8207 Rosenzweig – Estrela da Redenção – A via ou o mundo constantemente renovado – Patamar Serafim Rose

Rosenzweig Patamar

Franz Rosenzweig — Estrela da Redenção

Segunda parte: A via ou o mundo constantemente renovado

  • Retrospectiva: a Ordem da Vida
    • A nova totalidade
    • A nova relação
    • A nova conexão
    • A nova ordem
    • A nova relação
    • Relação ao pré-mundo
  • Perspectiva: O Dia de Deus da Eternidade
    • A eternidade una
    • O Deus eterno
    • O eterno no homem
    • A eternização do mundo
    • Os tempos na eternidade

Resumo detalhado

  • A unidade alcançada no movimento de ascensão, que sucede à descida ao plano subterrâneo onde as figuras se encontravam isoladas como fragmentos de um Todo estilhaçado, não se manifesta na forma da unidade esférica que o pensamento filosófico historicamente procurou e pré-supôs, a qual se fecha sobre si mesma.

  • A filosofia buscou, desde suas origens e até sua culminância em Hegel, reconhecer o "Ser" como uma esfera ou círculo, e mesmo a dialética hegeliana mantinha a crença de que deveria se justificar retornando a si mesma.

  • A unidade na qual os fragmentos do Todo agora se congregam é distinta, pois a unidade do retorno ao próprio começo, essa infinitude no sentido de um fim que se converte instantaneamente em um novo começo e, assim, nunca pode ser apreendido, nem física nem mentalmente, como finalização, estava reservada para os limites exteriores do mundo, somente no instante das duas meias-noites.

  • O oceano da infinitude se estendia, figurativamente, apenas antes do início e após o término, mas o próprio início, a primeira hora, e o próprio fim, a décima segunda hora, pertenciam ainda, verdadeiramente, ao dia da vida, tal como o meio-dia vivo da experiência, sendo o meio-dia da vida, divergindo da analogia, não sua hora mais solene, mas a derradeira, constituindo-se, de fato, o momento de "última hora".

  • O meio-dia do começo é obscuro, porém o do fim é integralmente luminoso.

  • O mundo, conforme se consolida na ascensão, não retorna em um círculo sobre si mesmo, mas sim irrompe do infinito e recede para o infinito, sendo cada um desses infinitos extrínseco ao mundo, em face do qual o mundo se revela finito.

  • O círculo ou a esfera, por outro lado, continham a infinitude em seu interior, ou eram a própria Infinidade, de tal modo que cada aparente Finito neles se originava de sua própria infinitude e nela se reabsorvia.

  • Essa nova infinitude não é curva sobre si mesma, sendo, portanto, considerada "má" na perspectiva da filosofia idealista, o que exigiu o estilhaçamento da infinitude idealista, curvada sobre si mesma, para que a nova infinitude pudesse ser vislumbrada.

  • A substituição da circunferência, inteiramente definida pela relação de um único ponto do próprio com um ponto de referência, por pontos mutuamente isolados, dos quais nenhum poderia servir de maneira inequívoca como ponto de referência para os outros, possibilitou a construção de uma linha que passava somente por esses três pontos.

  • Tal construção foi realizada sem um teorema que estabelecesse uma relação ideal e absolutamente válida entre "qualquer dado" ponto da linha e um ponto de referência comum, pois essa relação transforma a infinitude que é por si mesma "má" em uma "boa", ou seja, a fórmula que se torna possível por meio da relação converte a infinitude não fechada de, por exemplo, uma hipérbole, em uma fechada que pode ser expressa por uma fórmula.

  • Os três pontos foram encontrados como individuais, mutuamente desconectados, podendo ser unidos somente de forma arbitrária, provisória e sob o signo do Talvez.

  • Este modo de os encontrar previamente inviabilizou a formulação da trajetória que aqui se busca.

  • Se existia alguma conexão entre os pontos individuais, esta, evidentemente, não poderia ser de natureza meramente geométrica.

  • As três linhas que uniram os pontos, originados no primeiro volume, nos três livros deste volume, não eram linhas no sentido geométrico.

  • Essas linhas não representavam as menores distâncias entre dois pontos, mas sim linhas que emergiram dos pontos em um ato de conversão que, embora alicerçado na origem histórica dos pontos, carecia de fundamento em si mesmo.

  • Portanto, essas não eram, de fato, linhas matemáticas.

  • A caracterização da realidade, da factualidade das linhas de conexão, só é possível ao se perturbar, de modo explícito e vívido, o conceito matemático de linha como a menor distância entre dois pontos, justamente porque elas, afinal, deveriam ser "linhas".

  • Para que isso ocorra com a mesma clareza, por assim dizer, novamente matemática, a própria linha precisaria ser designada por um ponto adicional próprio, mesmo que já estivesse adequadamente determinada, como linha matemática, pelos dois pontos.

  • Considerando que os três primeiros pontos correspondem aos elementos Deus, mundo, homem, os três novos pontos devem representar as trajetórias criação, revelação, redenção, e o triângulo que eles formam deve ser posicionado de maneira a não estar contido no primeiro triângulo.

  • Caso contrário, os três novos pontos aparentariam adquirir um desvinculamento, um status autônomo que, precisamente, não lhes pertence.

  • Pelo contrário, a conexão de um ponto aos outros dois deve, por sua vez, cruzar a linha do triângulo original, de forma que os dois triângulos se interceptem.

  • Assim, origina-se uma configuração que, embora geometricamente construída, é alheia à geometria, ou seja, não é de modo algum uma "figura".

  • O que distingue a configuração da figura é que, embora possa ser composta por figuras matemáticas, sua montagem não ocorreu em verdade de acordo com regras matemáticas, mas sim em uma base hipermatemática.

  • Essa base foi fornecida pela ideia de caracterizar as conexões dos pontos elementares como símbolos de uma ocorrência real, em vez de meras concretizações de uma noção matemática.

  • Desse modo, emerge uma estrutura em forma de estrela que, retroativamente, transforma também os elementos geométricos de que é constituída em configurações.

  • Estruturas geométricas simples, como pontos e linhas, só podem adquirir o status de configuração se forem elevadas para fora do elemento vital da matemática, isto é, para fora da relatividade geral.

  • A matemática, para além de sua noção de limites, não reconhece quantidades absolutas.

  • A realidade à qual um número específico se aplica depende integralmente da magnitude atribuída à unidade à qual o número se refere, a direção de uma linha depende da direção de uma linha de referência inicialmente assumida arbitrariamente, e o lugar de um ponto depende da localização do ponto de partida de um sistema de coordenadas fixado arbitrariamente.

  • Para que os ângulos e lados dos dois triângulos em questão se tornem configurações desmatematizadas, eles devem adquirir localização absoluta e direção absoluta.

  • No entanto, essa absoluta localização e direção não puderam ser concedidas na transição da primeira para a segunda Parte.

  • Agora, essa localização e direção absolutas podem e de fato já foram concedidas.

  • Reconhecendo-se Deus como Criador e Revelador, o mundo pela primeira vez como criatura e o homem pela primeira vez como alma amada, estabeleceu-se para além de todo Talvez que Deus está acima.

  • Deus é, além disso, Criador e Revelador com igual originalidade, estando estabelecido, portanto, que os dois pontos que designam mundo e homem devem ser acessíveis a partir do ponto que representa Deus da mesma maneira, mas em direções distintas.

  • O homem e o mundo não estão mais distantes um do outro do que cada um está de Deus.

  • Pelo contrário, em face da recepção da revelação pelo homem, seu trabalho no mundo é apenas o outro lado de sua emergência do seu próprio Eu, tal como é o crescimento da vida do mundo em face de sua qualidade de criatura.

  • Consequentemente, para os três pontos, só resta a forma equilátera do triângulo.

  • Dado que o primeiro triângulo, o protocósmico, é equilátero, é inerente que o segundo triângulo, o cósmico, também o seja, pois seus ângulos são meros símbolos dos lados do primeiro.

  • Se Deus estava inevitavelmente acima no triângulo protocósmico, a redenção deve estar com igual inevitabilidade na base do triângulo cósmico, e as linhas que emanam da criação e da revelação devem convergir nela.

  • É a fixação no espaço, este conceito de acima e abaixo que é matematicamente destituído de sentido e, precisamente por isso, produtivo de configuração, que estabelece cada elemento do protocosmos, bem como cada segmento da trajetória, em sua relação com os outros dois: se está acima, é origem; se está abaixo, é resultado.

  • As pré-histórias interiores "secretas" dos elementos protocósmicos — as teogonias, cosmogonias, psicogonias explicadas na primeira Parte — tornam-se plenamente compreensíveis em seu desenvolvimento somente agora, postumamente.

  • Elas eram as histórias internas da autocriação, autorrevelação, autorredenção de Deus, mundo e homem.

  • Essas histórias já seguiam, em si mesmas, o mesmo trajeto — desde sua origem no Nada até sua finalização na configuração completa e fechada — que seguiram posteriormente em sua emergência uns com e para os outros.

  • O enigma dos caminhos obscuros do protocosmos está resolvido: eles são os presságios do caminho manifesto do Mundo.

  • O tripé incandescente que na primeira Parte, no caminho para as Mães faustianas, sinalizou a máxima profundidade, é o mesmo que ilumina o caminho de volta ao hipercosmos seguido na segunda Parte.

Perspectiva: O Dia da Eternidade de Deus

  • O caminho percorrido conduziu à unidade, a qual a filosofia postulava como pressuposto autoevidente para o Todo, mas que para o presente contexto é o resultado final, de fato, o resultado do resultado.

  • A unidade é, portanto, em verdade, um Vir-a-ser-unidade, existindo apenas na medida em que se torna.

  • Essa unidade só se torna como unidade de Deus, pois somente Deus é — ou, mais precisamente, somente Deus se torna a unidade que tudo consuma.

  • Coloca-se a questão sobre o mundo e o homem: teriam eles alguma unidade própria que não seja a absorção no dia mundial do Senhor?

  • Criação, revelação e redenção significam o mesmo para eles que para Deus?

  • Os tempos desse dia são, para Deus, experiências próprias.

  • A criação do mundo significa para Ele o tornar-se Criador, a revelação significa o tornar-se Revelador, e a redenção significa o tornar-se Redentor.

  • Assim, Ele está em constante vir-a-ser até o fim.

  • Tudo o que acontece é, para Ele, um vir-a-ser.

  • E tudo o que acontece, acontece simultaneamente, sendo a revelação, em verdade, não mais recente do que a criação, e por essa razão, se não por outra, a redenção também não é mais recente do que ambas.

  • Esse Vir-a-ser de Deus não é, para Ele, uma mudança, um crescimento ou um aumento.

  • Pelo contrário, Ele é desde o princípio, e é a cada momento, e está sempre a vir.

  • Seu Ser é simultaneamente eterno, em todos os tempos e perpétuo, e esta é a única razão pela qual o todo deve ser designado um Vir-a-ser.

  • Dizer que Deus se torna eternamente significa apenas que Deus não "simplesmente foi" e agora se oculta modestamente atrás de leis eternas, nem que Ele existe apenas nos momentos em que alguém alcança a plena bem-aventurança do brilho celestial dos sentimentos, e certamente não se está a dizer que Ele "ainda há de se tornar".

  • A eternidade tem a função de perpetuar o momento, é a eternização.

  • A afirmação "Deus é eterno" significa, portanto, que a eternidade é a Sua consumação.

  • Essa consumação eterna, contudo, não é válida para o mundo nem para o homem.

  • Para atingir a vida eterna, eles precisam, de fato, fundir-se no dia mundial do Senhor, e só podem adquirir a imortalidade em Deus.

  • Mas o alicerce de sua consumação não lhes é posto pela primeira vez na eternidade da redenção.

  • A planta da vida eterna floresce para eles lá, mas foi plantada em um solo diferente.

  • A planta da eternidade está implantada no solo comum, cuja firmeza unicamente permite a expressão discreta e até sucessiva das expressões Sim e Não.

  • O próprio fato de os elementos assumirem a forma da temporalidade constitui, para eles, o caminho para a eternidade.

  • Se assim é, a possibilidade de uma separação deve ser sustentada na certeza de uma conexão.

  • O dia mundial do Senhor deve já portar em si a predisposição para o dia da eternidade de Deus.

  • Para Deus, a redenção oferece essa segurança da eternidade apesar da temporalidade da autorrevelação.

  • A redenção conecta a criação com a revelação, sendo não apenas a segurança da eternidade, mas também a própria realização plena da eternidade.

  • Assim, para Deus, seu dia mundial se torna, sem mais delongas, Seu próprio dia.

  • Essa equivalência direta de segurança e plenitude da eternidade não se aplica aos outros "elementos", e é justamente isso que os torna os "outros" e Deus o Uno.

  • Essa é, de fato, a verdadeira razão pela qual, para a presente análise, Deus se encontra "acima" na hierarquia, e o mundo e o homem lhe estão eternamente subordinados em rank.

  • A eternidade do homem está implantada no solo da criação.

  • Ser amado e amar são os dois momentos de sua vida, separados diante de Deus, mas unidos no homem, e a criação seria o E entre eles.

  • O ser amado provém de Deus para o homem, e o amar se volta para o mundo.

  • A unificação desses momentos no homem ocorre porque ele está consciente de amar a Deus amando o próximo, pois sabe, desde o princípio e de seu íntimo, que o próximo é criatura de Deus e que seu amor pelo próximo é amor pelas criaturas.

  • A consciência de ser amado por Deus só pode ocorrer na condição de igual daquele que ele mesmo ama no próximo, e isso acontece porque Deus criou à Sua imagem o que é comum a ele e ao próximo, ou seja, o fato de que o último é "semelhante a ele", de modo que ambos "são homens".

  • O homem é criatura de Deus e imagem de Deus, e este é o alicerce, estabelecido desde a criação, sobre o qual ele pode edificar a casa de sua vida eterna nas correntes temporais e cruzadas do amor a Deus e do amor ao próximo.

  • Para o mundo, a mera existência e o crescimento vivo são duas realidades muito distintas.

  • O mundo existe plenamente somente na combinação de ambos, sendo o primeiro o que lhe fornece a carne dos fenômenos e o segundo o esqueleto da duração.

  • Em função da existência, o mundo criado dirige confiantemente sua face à providência divina; em função do crescimento vivo, a vida olha com expectativa para o homem, que é o único capaz de "dotá-la de duração".

  • O mundo parece, então, alternar seu olhar ora para um lado, ora para o outro, ora buscando refúgio nos braços eternos do Criador, ora esperando tudo do senhor terreno da criação.

  • O mundo — e com ele o próprio homem na medida em que também é habitante e cidadão do mundo — parece fadado a permanecer nessa contradição eterna.

  • Sabe-se que, para o mundo, a contradição desaparecerá na eternidade do dia do Senhor, no advento redentor do reino.

  • Essa contradição, portanto, não é eterna.

  • A identificação do ato humano com o labor divino só pode se dar se o ato humano, como tal, também deriva de Deus, e se o labor criativo de Deus se amplifica e se cumpre ao despertar o homem.

  • A revelação de Deus ao homem é, pois, o penhor concedido ao mundo para sua redenção.

  • Ela é o fundamento da certeza do mundo de que suas dúvidas serão um dia resolvidas, sendo toda dúvida uma hesitação entre a confiança na criação e a expectativa da ação, e a dicotomia dessa hesitação é o que alimenta o mundo.

  • Para o mundo, a revelação é a garantia de sua integração na eternidade.

  • A existência-na-Luz do mundo estaria, então, inserida no intervalo "entre" a revelação e a redenção, e a do homem ocuparia todo o intervalo entre a criação e a redenção.

  • Somente Deus vive sozinho na redenção em Sua pura luz.

  • Em outras palavras: Deus vive Sua vida pura unicamente na eternidade, o mundo está à vontade em todo o tempo, mas o homem sempre foi o mesmo.

  • Toda a história é meramente pré-história, e para o homem não há pré-história: o sol de Homero brilha também para o presente.

  • O dom miraculoso da fala foi criado para e sobre o homem na criação.

  • O homem não construiu a fala para si, nem ela surgiu para ele gradualmente.

  • No instante em que se tornou homem, o homem abriu a boca; no instante em que abriu a boca, ele se tornou um ser humano.

  • Contudo, para o mundo, e consequentemente também para o homem como seu cidadão, há história.

  • Enquanto o homem foi criado para ser um super-homem, o mundo apenas se torna supermundo na revelação de Deus ao homem.

  • Antes que essa revelação ingresse em uma órbita do mundo, essa órbita está sujeita à lei do desenvolvimento que a faz amadurecer para a supramundaneidade.

  • Assim, tudo o que é mundano possui, em todos os tempos, sua história: o direito e o estado, a arte e a ciência, tudo o que é visível.

  • A alvorada ressoa para a revelação de Deus ao homem, seu eco se propaga para um Isto do mundo, e somente então um segmento da temporalidade morre a morte ressurretiva da eternidade.

  • A fala, no entanto, é humana, não mundana, por isso não morre e, é verdade, não ressuscita.

  • Na eternidade, há silêncio.

  • Deus, por sua vez, planta o rebento de Sua própria eternidade não no começo do tempo, nem em seu meio, mas inteiramente além do tempo, na eternidade.

  • Para Ele, não há intervalo entre a semeadura e o amadurecimento do fruto.

  • Em Sua eternidade, ambos são um só.

  • Sua redenção transcende todos os mundos tão completamente quanto Sua condição-de-criado-desde-a-antiguidade precedeu todo o tempo.

  • A condição-de-criado-desde-a-antiguidade do homem precedeu apenas o fato de que a revelação se tornou dele, e assim ainda estava no meio do tempo.

  • A condição-de-criado-desde-a-antiguidade do mundo só será inteiramente retirada dele na redenção consumada, ou seja, no limite extremo do tempo.

  • A condição-de-criado-desde-a-antiguidade de Deus já existia antes que Ele decidisse Seu ato criativo.

  • Esta criação arcaica dos três "elementos" foi o tema da primeira Parte, e a segunda Parte tratou de sua manifestação própria.

  • Por essa razão, no livro sobre a criação, houve menos discussão sobre o Criador do que sobre o mundo, abrigado na providência e renovado a cada manhã nela.

  • No livro sobre a revelação, houve mais foco no amor de Deus do que no ser amado pelo homem.

  • No livro sobre a redenção, houve mais discussão sobre o ato de amor do homem para com o próximo do que sobre o crescimento da vida do mundo.

  • A jornada se deu em descida ao protocosmos primordialmente criado e em ascensão através do mundo manifesto.

  • Ao buscar a perspectiva no hipercosmos redimido, sabe-se que visão aguarda: o homem nascido de mulher será visto totalmente redimido de toda sua particularidade e egoísmo, transmutado em imagem criada de Deus.

  • O mundo, o mundo de carne, sangue, madeira e pedra, será visto totalmente redimido de toda materialidade, transmutado em alma pura.

  • Deus será visto redimido de todo o trabalho dos seis dias e de toda a angústia amorosa pela alma miserável, manifestando-se como o Senhor.

  • Essa visão seria mais do que um milagre, não exigindo mais profecia, e onde quer que seja concedida, é lá que o próprio indivíduo caminha na luz.

  • Os mistérios do protocosmos recuam na noite, os símbolos do mundo circundante perdem seu brilho, e os raios do hipercosmos absorvem tanto as sombras escuras do mistério quanto as luzes coloridas do símbolo.

  • O indivíduo transpõe o limiar do hipercosmos, o limiar que conduz do milagre ao esclarecimento.